http://www.crossdressusa.com/
http://beleza.terra.com.br/noticias/0,,OI4935991-EI7484,00-Cartunista+e+crossdresser+Laerte+da+dicas+de+beleza.html

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O corte de cabelo de Laerte é a namorada que faz
Foto: Raphael Falavigna/Terra
Foto: Raphael Falavigna/Terra
O FATO DE HOMENS SE VESTIREM DE MULHER NÃO TEM RELAÇÃO DIRETA COM PRÁTICAS (HOMO) SEXUAIS: A QUEBRA DE BARREIRAS RELACIONADAS A CONVENÇÕES DE GÊNERO DIALOGA COM INSTÂNCIAS DA VIDA SOCIAL E COMPREENDÊ-LAS É IMPORTANTE NA QUEBRA DOS PRECONCEITOS
Homens vestidos de mulher estão presentes há bastante tempo na literatura, filmes, conversas, piadas e momentos da vida social, como as festas à fantasia ou o Carnaval.
De modo geral, essas pessoas são representadas nesses espaços por uma certa veia cômica, sob o prisma do risível. Ao longo de minha pesquisa de doutorado com homens que se vestem de mulher ou crossdressers, pude notar que esta prática, para eles, nada tem a ver com esta ideia de cômico.
Pelo contrário, as pessoas com quem convivi ao longo de minha pesquisa levam bastante a sério a ideia de se montar. Uma crossdresser pode ser definida como alguém que eventualmente usa ou se produz com roupas e acessórios tidos como do “sexo oposto” ao seu “sexo biológico”.
Há diversas formas de praticar crossdressing, com graus variados tanto em termos de tornar a prática pública, quanto em graus de intervenção e mudança corporal.
Algumas crossdressers se montam apenas para ficar em casa, ou apenas usam um ou outro acessório ou roupa (um salto, uma calcinha, uma saia); outras se montam por completo (com roupas, acessórios, saltos, perucas e maquiagem). Tem quem conte para famílias, cônjuges e amigos, enquanto outras mantêm este lado de sua vida em absoluto segredo.
Há as que depilam o corpo todo, deixam o cabelo crescer, fazem unhas e sobrancelhas, ou apenas mascaram os traços da masculinidade quando se montam, por meio de truques que vão aprendendo ao longo de suas vidas.
A montagem das crossdressers é eventual e isso implica em entender que elas têm uma espécie de vida dupla: há a vida montada e a vida desmontada. Essas duas vidas, na maior parte dos casos, estão absolutamente dissociadas uma da outra.
* Anna Paula Vencato é professora do departamento de sociologia da UFSCar, doutoranda em antropologia pela UFRJ, mestre em antropologia social pela UFSC.
ANNA PAULA VENCATO* | FLORIANÓPOLISDe modo geral, essas pessoas são representadas nesses espaços por uma certa veia cômica, sob o prisma do risível. Ao longo de minha pesquisa de doutorado com homens que se vestem de mulher ou crossdressers, pude notar que esta prática, para eles, nada tem a ver com esta ideia de cômico.
Pelo contrário, as pessoas com quem convivi ao longo de minha pesquisa levam bastante a sério a ideia de se montar. Uma crossdresser pode ser definida como alguém que eventualmente usa ou se produz com roupas e acessórios tidos como do “sexo oposto” ao seu “sexo biológico”.
Há diversas formas de praticar crossdressing, com graus variados tanto em termos de tornar a prática pública, quanto em graus de intervenção e mudança corporal.
Algumas crossdressers se montam apenas para ficar em casa, ou apenas usam um ou outro acessório ou roupa (um salto, uma calcinha, uma saia); outras se montam por completo (com roupas, acessórios, saltos, perucas e maquiagem). Tem quem conte para famílias, cônjuges e amigos, enquanto outras mantêm este lado de sua vida em absoluto segredo.
Há as que depilam o corpo todo, deixam o cabelo crescer, fazem unhas e sobrancelhas, ou apenas mascaram os traços da masculinidade quando se montam, por meio de truques que vão aprendendo ao longo de suas vidas.
A montagem das crossdressers é eventual e isso implica em entender que elas têm uma espécie de vida dupla: há a vida montada e a vida desmontada. Essas duas vidas, na maior parte dos casos, estão absolutamente dissociadas uma da outra.
* Anna Paula Vencato é professora do departamento de sociologia da UFSCar, doutoranda em antropologia pela UFRJ, mestre em antropologia social pela UFSC.
| NOVOS TERMOS |
| Crossdresser |
| Pessoa que às vezes usa ou se produz com roupas e acessórios tidos como do “sexo oposto” ao seu “sexo biológico”. |
| Cd |
| Diminutivo de crossdresser |
| “Se montar”/ “se vestir de mulher” |
| Ato ou processo de travestir-se, (trans)vestir-se ou produzir-se com roupas “do outro sexo”. |
| Estar en femme |
| Estar montada. |
| S/O (Supportive Opposite) |
| Pessoa do sexo oposto da cd que a aceita e apoia nesta prática. Pode ser uma amiga, namorada, esposa, irmã, etc. É comum que as S/O’s sejam esposas ou namoradas. De qualquer modo, nem toda cd tem uma S/O. O que é o oposto de "suporte"? A palavra oposta para "apoiar" ou "simpatizantes"? Se opõem ou opositores. Opor-se algo está a ser contra ela, que seria o oposto de apoiá-lo. S/O = Supportive Opposite - É o termo da língua Inglesa que significa Supportive Other ou ainda Supportive Opposite. Pessoa do sexo oposto que apóia e dá suporte à prática cd - crossdresser. A S/O pode ser a esposa, namorada, amiga, amante, irmã ou até mesmo a mãe, a principal pessoa que tem convivência ou afinidade com a cd - crossdresser. É comum que as S/Os sejam esposas ou namoradas. De qualquer modo, nem toda cd - crossdresser tem uma S/O. Porém, o fato de viver ao lado de uma cd - crossdresser, não faz a mulher uma S/O. Lembre-se que S/O não é aquela que tem conhecimento da condição do marido ou namorado de ser cd - crossdresser, mas aquela que sabe e apóia. A S/O é uma mulher genética que não apenas compreende e aceita uma cd - crossdresser, mas ainda lhe oferece todo o apoio "suporte" para que a cd - crossdresser possa aprender todas as coisas que nunca foram ensinadas a ela. Algumas pessoas pensam que S/O é somente sinônimo de esposa de cd - crossdresser, mas isso não é verdade. S/O são pessoas do sexo oposto da cd - crossdresser, que aceita e apoia nesta prática. As S/Os geralmente são mulheres maravilhosas, compreensivas, sensíveis e muito, muito, muito...doces e especiais, sendo que a maioria delas só podem ser comparadas com os Anjos da Guarda! |
O cartunista Laerte, famoso por seus cartuns Piratas do Tietê eHugo, fez ano passado uma revelação inusitada: ele é um crossdresser. O termo "cross-dressing" se refere a pessoas que vestem roupas ou usam acessórios ligados ao sexo oposto, mas isso não está associado à orientação sexual.
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Laerte tem uma namorada - que faz seus cortes de cabelo - e anda pelas ruas de São Paulo vestido de mulher: com saia, sandália e batom. Acessórios, ele prefere os hippies. Maquiagem, leve "porque já tenho 60 anos", diz.
Para saber mais sobre o dia a dia de Laerte, o Terrapediu dicas de beleza ao cartunista, que ressaltou sua maior dica: "sejam leves, não se prendam a regras. Há uma infinidade de recursos de beleza que são para ser usadas de formas livres tanto por homens quanto por mulheres". Confira!
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